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Caso Débora: após crime que abalou Rorainópolis em 2024, Acrízio vai a júri, mas cumpre medidas em casa com tornozeleira

O soldado da Polícia Militar acusado de matar a adolescente Débora dos Santos Bezerra, de 17 anos, está em liberdade enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. A Justiça revogou a prisão preventiva e autorizou que ele responda ao processo em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica e submetido a medidas cautelares. O caso é tratado como homicídio qualificado com feminicídio.

A decisão judicial reconheceu que há provas suficientes de autoria e materialidade para que o militar seja julgado por um conselho de jurados, mas entendeu que as medidas alternativas seriam suficientes até a data do julgamento.

O assassinato de Débora ocorreu em maio de 2024 e abalou a cidade de Rorainópolis. A jovem foi encontrada morta com três tiros na cabeça às margens da vicinal 6, na manhã do dia 4 de maio. Débora era mãe de um menino de 2 anos.

As investigações apontaram que a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com o soldado. Imagens de câmeras de segurança mostraram o acusado levando Débora de moto para a vicinal na noite anterior, e voltando sozinho pouco tempo depois. A Polícia Civil confirmou que ele havia enviado mensagens chamando a adolescente para sair pouco antes do crime.

Segundo o inquérito, o policial era casado e a esposa já havia agredido Débora em episódio motivado por ciúmes. Em depoimento, o militar chegou a dizer que a esposa “lavou a alma” no dia em que puxou os cabelos da adolescente. Ao ser ouvido, ele negou que tivesse se encontrado com Débora naquela madrugada, mas a versão foi desmentida pelas imagens e mensagens coletadas.

O corpo da vítima foi encontrado por um agricultor, sem identificação, caído de bruços às margens da vicinal. A brutalidade do caso e a idade da vítima causaram grande comoção no município.

Na época, a Justiça decretou a prisão preventiva por entender que a liberdade do suspeito representava risco à ordem pública e às investigações. A decisão citava a gravidade do crime, o relacionamento extraconjugal, a violência doméstica e os indícios de feminicídio.

Agora, com a sentença de pronúncia, o policial vai a júri popular, mas aguarda a data do julgamento em liberdade, monitorado eletronicamente.

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