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Aluno de 15 anos é agredido dentro de escola militarizada em Mucajaí e família acusa omissão e intimidação

Um estudante de 15 anos foi violentamente agredido dentro da Escola Estadual Militarizada Maria Maricelma, no bairro Sagrada Família, em Mucajaí. O caso aconteceu durante o horário de aula e a família acusa a escola de tentar minimizar o ocorrido ao informar ao SAMU que se tratava de uma “queda”.

De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente W. K. M. M., de 15 anos, foi atacado por outro aluno da mesma turma, identificado pelas iniciais A. C. Ambos estudam no 1º ano, sala 103. A mãe relata que o conflito começou na semana anterior, quando A. C., exercendo a função de chefe de sala, deu um chute no joelho de W., que se defendeu empurrando o colega. Desde então, A. C. teria passado a ameaçá-lo, dizendo a outros estudantes que “pegaria W. na saída”.

A agressão ocorreu no dia mencionado no registro. Poucos minutos após o início da aula, e aproveitando a ausência de professor e monitores, A. C. deu um murro no rosto de W., causando forte sangramento, inchaço próximo ao olho esquerdo e ferimentos na boca. O adolescente chegou a ficar desacordado e não lembra se sofreu outros golpes.

A mãe afirma que não foi avisada pela escola. Ela só soube do caso através da mãe de outra aluna. O SAMU foi acionado, mas a escola teria informado que o estudante havia sofrido uma queda, o que, segundo a família, descaracteriza a violência e demonstra tentativa de ocultar a agressão.

O policial militar S. T. J., que trabalha na escola, acompanhou o atendimento no hospital. A mãe relata que, ao questioná-lo sobre como a agressão pôde ocorrer dentro de uma unidade militarizada, recebeu uma resposta intimidadora. Segundo ela, o policial afirmou que ela deveria respeitá-lo e que poderia dar voz de prisão, “pois era autoridade”.

A família cobra explicações da escola, responsabilização dos envolvidos e apoio psicológico para o adolescente. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Mucajaí.

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